Triumph Speed Triple R ’16

Triumph Speed Triple R ’16

Rebelde com causa

A Triumph atualizou a sua naked de referência, retocando o seu desenho e dando uma profunda revisão nos três cilindros, acrescentando uma boa dose de eletrónica para torná-la mais segura em estrada e eficiente em circuito. A nova versão S e a R são mais parecidas que nunca e diferenciam-se, essencialmente, nas suspensões e em detalhes de acabamento. Rebeldia em estado puro.

POR Jesse Mach • Fotos Triumph Motorcycles

A Triumph quer ampliar a sua presença entre a nata das streetfighters europeias com uma nova geração da sua Speed Triple dividida em duas versões: S e R.

A distinção da variante R passa pela inclusão de suspensões Ohlins (forquilha invertida NIX30 e amortecedor traseiro TTX36), algumas peças em fibra de carbono e outras maquinadas, acentuando o estilo desportivo frente à sua irmã S com suspensões Showa. A posição de condução de ambas as versões é agora um pouco mais agressiva e sobre a frente, embora sem penalizar a ergonomia. Do mesmo modo, foi refinada também a traseira, com uma “baquet” recortada e montando ponteiras de escape 600 grama mais leves, o depósito e os faróis são mais baixos e o assento é 20 mm mais estreito, algo que irá facilitar os utilizadores de menor estatura. Estas linhas minimalistas têm a atenção centrada na dupla ótica dianteira que incorpora luzes diurnas de LED (DRL), por baixo de uma pequena cúpula desportiva que abraça agora um orifício de admissão mais aberto.

Mais “chicha”

O coração da nova Triple mantém os 1.050 cc de cilindrada no tricilíndrico em linha, uma configuração mecânica que sempre marcou a diferença entre a marca britânica e os restantes fabricantes no mercado. A Triumph declara 104 novos componentes internos com o objetivo de melhorar a aceleração, a resposta e o rendimento absoluto, alcançando agora os 140 cv e 111 Nm às 9500 rpm. Além disso, o tricilíndrico de 12 válvulas cumpre a norma “anti-poluição” Euro 4 e reduz o consumo de gasolina até 10% face ao modelo de 2015.

Entre outras melhorias, há que destacar a suavidade que a nova transmissão alcançou juntamente com o seletor das mudanças, a embraiagem deslizante, o radiador mais pequeno e eficiente, um novo sistema de escape com um fluxo superior em 70% e pinças de travão dianteiras monobloco da Brembo.

Entre as ajudas eletrónicas desenvolvidas pelo departamento de “R&D” está em destaque a centralina eletrónica da Daytona 675 combinada com o novo acelerador ride-by-wire, o ABS e o controlo de tração. Também existem cinco modos de condução diferentes: estrada, chuva, sport, circuito e “rider”, que permite ao usuário personalizar em separado cada uma das ajudas de condução (4 opções de controlo de tração, 3 de ABS e 3 mapas de injeção) para adaptarem o comportamento da Speed às condições necessárias em cada momento.

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Três, dois, um… Ação!

Em andamento, o empurrão da nova Speed Triple R é bem notório, sobretudo a partir das 5000 rpm, desenhando uma curva muito linear e progressiva até ao corte de ignição situado às 10.000 rpm. O modo de condução “Track” é o mais direto, com uma resposta instantânea às solicitações do acelerador, além de apresentar um ABS e um controlo de tração (ambos desconectáveis) calibrados para serem o menos intrusivo possível. Se pelo contrário, quiseres circular comodamente pela cidade ou se pensas em economizar combustível, o modo Road será a opção ideal. Por outro lado, a opção Rider é ideal para colocares na moto a tua própria personalidade, jogando com cada parâmetro e memorizando as variáveis através do menu.

A estabilidade em curva é tão boa como antes, mas agora tens mais confiança na entrada devido ao guiador mais largo e plano, que te dá um controlo absoluto em qualquer situação. As geometrias apenas mudaram ligeiramente e o equilíbrio entre estabilidade a agilidade é surpreendente, e ainda podes tentar encontrar a taragem ideal através das infinitas possibilidades que te dão as suspensões Ohlins, o que é uma vantagem em relação a outras rivais do segmento.

Está bem claro que a Triumph sabe o que faz. Não é em vão que a nova versão 2016 é o fruto de 22 anos de evolução no segmento. A nova Speed Triple é uma moto de qualidade, bem construída e com o melhor que existe no mercado em termos de componentes, em qualquer das duas versões. Além disso, é um dos modelos históricos da marca e do segmento!

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