Naked Made in Japan

Naked Made in Japan

Para todas as bolsas

Se o que procuras é funcionalidade e pureza de linhas, sem plásticos a ornamentar, então a naked é a tua moto. Há de todo o estilo, com mais ou menos motor e preços para todas as bolsas e, apesar de não serem os únicos a fazê-las, as fabricantes japoneses serão sempre uma referência. Nestas páginas juntamos várias das propostas orientais, ou seja, da Honda, Kawasaki, Suzuki e Yamaha.

POR Carlos Merino-Reija, Fotos Honda / Kawasaki / Yamaha / Suzuki

Sentas-te, colocas o motor em funcionamento e arrancas. Pura simplicidade. É verdade que esta ideia serve para quase todo o tipo de moto, especialmente para as scooters, mas adapta-se ainda melhor às naked, um dos conceitos de duas rodas que mais se mantém fiel às origens.

A maioria destes modelos caracteriza-se por uma posição de condução vertical e confortável, com um bom assento para condutor e passageiro e sem que seja necessário ser um jogador de basquete para chegar com os pés ao solo. Um guiador largo e plano, a meia altura, está normalmente também associado,  pelo que a posição de condução é essencialmente bastante natural.

Para mais conforto necessitariam apenas de uma carenagem, em redor do motor, radiador ou simplesmente por cima do farol, mas vários modelos já contemplam pequenos ecrãs junto à instrumentação e luzes, pelo que mesmo sendo puristas, estas motos já conseguem desviar algum ar a velocidades mais elevadas.

Em todo o caso, e embora possam ter motores potentes e sejam de linhas mais ou menos radicais, as naked não foram feitas para rodar a ritmo desportivo, a menos que andes no ginásio, tenhas braços fortes, e te agarres ao guiador como uma ventosa. E há vários exemplos de motos assim, como a nova Yamaha MT-10, com motor e diversos componentes semelhantes (ou adaptados) da Yamaha R1. No polo oposto, e para as pessoas que estão a começar e/ou com baixo orçamento, relembramos que existem propostas como a robusta e ligeira Honda CB 125 F. No total, juntámos diversas alternativas desde os 10 aos 180 cv, para praticamente todo o tipo de gostos, aptidões e bolsas!

Honda

O gigante construtor oriental tem de tudo e para todos os gostos. Desde a pequena e renovada CB 125 F até às mais volumosas CB 1100, sendo de destacar que os modelos de média cilindrada CB 500F, NC 750S e CB 650F podem ser boas escolhas para os recém encartados com A2.

CB 125 F

A marca da Asa Dourada renovou a sua pequena naked por forma a oferecer mais uma moderna e económica proposta de 125 cc. As suas linhas e decorações estão inspiradas nas CB 500F e CB 650F, mantendo os pontos fortes da anterior CBF 125: agilidade e leveza e facilidade de condução, com apenas 128 kg de peso e um fiável motor monocilíndrico de injeção eletrónica que gasta realmente pouco, cerca de 2 l/100 km para uma autonomia de cerca de 600 km em virtude do depósito de 13 litros de capacidade.

CB 500 F

É uma moto desenvolvida a partir do modelo que muito sucesso fez no mercado português nos anos ’90, sendo uma naked que se adapta a tudo e a todos. Pode ser a opção dos que procuram uma moto de média cilindrada que seja versátil e funcional, além de económica, já que os consumos rondam os 4 l/100 km. A manutenção é também fácil e acessível e pode ser uma boa aliada no dia-a-dia, apresentando ainda um desenho atrativo e com algum espírito desportivo, com um motor que até gosta de rodar em regimes elevados. A ciclística é simples, montando um mono-amortecedor traseiro Prolink com nove pontos de ajuste na pré-carga, e os travões podem ser equipados com ABS. Uma moto com 192 kg a seco, com o motor bicilíndrico paralelo de 471 cc a debitar cerca de 48 cv e um binário máximo de 43 Nm. Dentro em breve irá ser remodelada.

NC 750 S

A evolução de uma das naked com mais sucesso comercial nos mercados do velho continente, e que na mais recente atualização melhorou prestações, mantendo intactas as qualidades práticas no quotidiano que fizeram deste modelo um grande êxito, na cidade e em percursos de média dimensão. Na ciclística, monta um mono-amortecedor traseiro Pro-Link, travões com ABS de série (apenas um disco ondulado na frente, de 320 mm) e o peso a seco é de 217 kg. Esta moto vem equipada com um bicilíndrico paralelo de 745 cc que debita uma potência de 54 cv e um binário máximo de 68 Nm, sendo a caixa de seis velocidades e a transmissão final é feita por corrente. Para este ano possui novos esquemas cromáticos.

CB 650 F

Para muitos (e para nós também), é uma das naked de média cilindrada mais atrativas do segmento, a começar logo em termos estéticos. O seu desenho, marcadamente desportivo é, ao mesmo tempo, moderno e totalmente dirigido ao público jovem. No geral acaba no entanto por nem ser uma proposta muito radical, mas apesar de suave e fácil de conduzir não deixa de ter agressividade e bastante caráter. O motor adota uma configuração de quatro cilindros em linha com 87 cv, potência que é suficiente para bons momentos de diversão ao mesmo tempo que mantém uma boa economia. No seu desenvolvimento tiveram em conta o uso de peças que não fizessem encarecer o produto, e apesar de ser fabricada na Tailândia, a sua qualidade é 100% japonesa e o preço é irresistível!

Kawasaki

A marca de Kobe possui uma das ofertas mais numerosas no segmento naked. Entre todos os modelos destacamos aqueles que têm sido um sucesso de vendas um pouco pela Europa fora, em que alguns deles são mesmo líderes de venda nos seus segmentos, e falamos da ER-6N, Z800 e Z1000. Estas últimas podem agora ser encontradas também em versões exclusivas Sugomi, de excelente bom gosto estético e com mais equipamento.

ER-6n

É um dos modelos mais populares da marca, e para 2016 apresenta-se em três novas decorações bem atrativas, com diferentes tons de verde lima, preto e branco. Nesta bicilíndrica de 649 cc e 72 cv de potência o amortecedor horizontal e as jantes desempenham um papel também importante a nível estético.

Z 300

Uma máquina de baixa cilindrada mas que não fica intimidada com isso, mostrando-se bem radical a nível estético mas sendo de fácil utilização, ideal para quem está a começar no universo das duas rodas ou das naked. Conta com um motor a quatro tempos de 296 cc, com uma potência de 39 cv às 11.000 rpm e um binário máximo de 27 Nm. Pode não parecer muito, mas na realidade esta pequena Z move-se muito bem, nem se notando os 168 kg de peso. A ciclística mostra-se à altura, com as suspensões mais viradas para o comportamento dinâmico do que para o conforto, estando montado atrás um mono-amortecedor Uni-Trak com reservatório de gás integrado e ajustável na pré-carga, sendo a forquilha dianteira convencional com baínhas de 37 mm. No capítulo da travagem, esta é bastante equilibrada, sendo de salientar o disco único recortado frontal, com pinça de dois êmbolos, sistema que se repete na traseira embora com um menor diâmetro do disco.

Z 1000  (E Sugomi Edition)

Em 2014 a Kawasaki atualizou a sua naked topo de gama, uma máquina bem desportiva que ficou com uma dinâmica ainda melhor e uma imagem mais radical, com linhas bem extremas mas que mantiveram a sua identidade street-fighter. Acrescentou importantes novidades como grupos óticos ‘full-LED’, pinças de travão Tokico com montagem radial e discos recortados. Ao mesmo tempo, a forquilha sofreu uma revisão, assim como o motor, caixa de ar, escape e gestão eletrónica. Detalhes chave foram igualmente revistos, e falamos por exemplo de um depósito de maior capacidade de 17 litros e instrumentação digital redesenhada, passando a ser mais compacta. É uma moto de quatro cilindros em linha e 1.043 cc, com 142 cv de potência para 220 kg em ordem de marcha. Esta bela Sugomi Edition estreia uma nova decoração e um escape Akrapovic desenhado em especial para estes modelos Sugomi.

Z800 Sugomi Edition (e z800e)

Para aqueles que aspiram à sua primeira moto naked de média cilindrada, existe a Z800e, com motor de quatro cilindros em linha com 806 cc e disponível em versões limitadas de 96 cv ou em 48 cv para possuidores de carta A2. É claro que, se não têm qualquer limitação na vossa carta de condução poderão ser a versão ‘livre’ da Z800, que debita 113 cv de potência às 10.200 rpm, sendo a grande novidade para este ano a versão Z800 Sugomi Edition, que tal como a ‘irmã’ maior possui uma estética e detalhes únicos. Além da decoração em preto e bordeaux, possui acabamentos especiais e baínhas da forquilha anodizadas. Fica completa com uma ponteira de escape Akrapovic em titânio e carbono, o que lhe dá um ar bem especial.

Suzuki

Um fabricante de novo em crescimento neste segmento é a Suzuki, com propostas bem interessantes e variadas. Entre os modelos mais recentes estão naturalmente a excelente streetfighter GSX-S 1000 e a novíssima SV 650, um modelo que nunca obteve um grande sucesso no nosso país mas que foi uma grande escola em diversos países por esse mundo fora.

GSX-S1000

Recuperando o espírito da icónica B-King, a nova naked streefighter enquadra-se no entanto numa vertente bem mais desportiva, sendo uma lufada de ar fresco para o fabricante de Hamamatsu. As suas linhas deixam transparecer desportividade, diversão e eficácia, sem deixar de lado a polivalência necessária para um uso quotidiano. As suspensões são firmes e bem eficazes e o motor possui um cada vez mais usual sistema de controlo de tração de três níveis, com possibilidade de desligar. Em termos de números, são 146 cv de potência e 106 Nm de binário para 209 kg a seco. Uma moto bem construída e cuidada, que tanto entusiasma numa estrada revirada como pode ser a útil companheira no dia-a-dia.

SV 650

A nova SV 650 promete oferecer uma maior diversão e facilidade de condução. Em primeiro lugar porque a entrega de potência do seu motor V2 está mais linear; e em segundo pelas pequenas dimensões do conjunto. Em termos mecânicos não deixou de ganhar alguma potência, passando também a cumprir a norma Euro4, integrando cabeças de ignição dupla e tratamento anti-fricção SCEM nos cilindros. É ainda oito quilos mais leve que a Gladius e o assento está colocado a apenas 785 mm do solo, para facilitar os utilizadores de menor estatura e público feminino. Servindo como ‘assistente’ para todos, existe mais uma ajuda electrónica para circular a rotações mais baixas: um circuito secundário de injecção que é ativado e sobe as rotações para assegurar uma condução mais suave.

Yamaha

Este é sem dúvida o fabricante com a oferta mais ampla no segmento. A família MT está a criar novos conceitos e a ser um sucesso de vendas, mas também a aposta na gama Sport Heritage está a ser muito bem sucedida, com uma oferta muito atrativa e numerosa que deixa muito (e com qualidade) por onde escolher.

MT-10

A nova naked da marca dos diapasões, inserida na apelidada família Master of Torque exibe potência, agilidade, ligeireza e diversão, sendo uma das mais radicais da categoria. Está equipada com o motor da última geração da R1, da qual herda vários componentes. O tetracilíndrico em linha possui tecnologia Crossplane, com acelerador electrónico YCC-T, controlo de tração ajustável e três modos de condução. Cambota de maior inércia, relação de caixa mais curta, embraiagem deslizante e escape em titânio são outros dos destaques deste que é um dos mais esperados modelos de 2016.

MT-03

Outra Master of Torque, neste caso uma excelente opção para os recém encartados com A2 que ainda não podem aspirar a motos de elevada potência. A anterior MT-03 do fabricante japonês era um trail equipada com um monocilíndrico, mas esta novíssima naked possui um motor bicilíndrico em linha com 321 cc baseado no da desportiva R3 e desenvolve cerca de 42 cv de potência. Será uma utilitária /mini streetfighter moderna e bem equipada, com ABS de origem e como em muitos outros modelos Yamaha, disponível  em duas versões: base e Race Blu, em ambos os casos com o preço a superar por pouco os 5000 euros.

MT-125

É a porta de entrada no mundo MT, através de um estilo bem radical e até um pouco futurista. Uma monocilíndrica de 124,7 cc, com refrigeração líquida e 15 cv às 9000 rpm, com um binário máximo de 12,4 Nm, pesando 138 kg com óleo e gasolina. Na ciclística destaca-se o quadro Deltabox, o amortecedor traseiro com afinação na pré-carga da mola e a vistosa forquilha invertida com 130 mm de curso. Pneus de boas dimensões e de qualidade fazem também parte do pacote, e se a MT-125 não é propriamente barata, também é verdade que poucas 125 cc são tão económicas e têm tanta qualidade quanto este modelo.

YBR 125

Con la YBR 125, Yamaha propone una montura con maneras que apuntan a las grandes, pero con un mantenimiento y un consumo de «bolsillo». De acuerdo, es muy básica, pero también súper efectiva y realmente económica de utilizar a diario. Ideal para el aprendizaje de los menos expertos, su dulce y dócil motor apenas vibra, mientras que el cambio es preciso; todo ello permite una agradable conducción. Cuenta con estrechos neumáticos y frena con un tambor posterior, todo en aras de la economía de compra y mantenimiento. Hasta la instrumentación es más bien simplona es y discreta. Pero, ojo, también es una montura de bajo consumo que determina una buena autonomía.

XSR 700

Em linha com o popular modelo, e de elevado sucesso, que tem o nome de MT-07, a Yamaha criou esta XSR 700 com a filosofia ‘Faster Sons’, um modelo de estilo retro vanguardista que possui a mesma base do modelo anteriormente citado. Vem equipado com um motor bicilíndrico em linha de 689 cc, com refrigeração líquida, e na ciclística simples mas bastante efetiva destaca-se a travagem com sistema ABS. Está presente na gama Sport Heritage e rende tributo à mítica XS650, estando repleta de detalhes e sendo uma base infindável de personalização. São 75 cv de potência para mover os cerca de 186 kg de peso, mas acreditem que este motor tem uma vivacidade que vai muito além da potência apresentada no papel. Para este ano já está disponível nesta bela decoração amarela de aniversário.

XSR 900

Uma belíssima naked bem equipada e que surge inspirada em históricas Yamaha do passado. Possui um depósito em alumínio, colocado numa posição plana, quase ao nível do assento, e incorpora vários detalhes da gama Sport Heritage, como os suportes com orifícios para o farol e do guarda-lamas dianteiro, em alumínio. O motor e a ciclística, já se sabe, são os da MT-09, ou seja, possui um tricilíndrico de quase 900 cc com 115 cv de potência e um binário de 88 Nm; uma forquilha invertida à frente e uma travagem que nunca sofreu críticas no modelo que lhe dá origem. Uma máquina de aspeto retro mas que promete ser um demónio na estrada, ou não fosse gémea da MT-09! Nós já a testámos e podemos dizer que agora sim está no ponto, tanto em termos estéticos como na parte dinâmica. Contacto no número 2 da Motos!

Artigos relacionados

Harley-Davidson Road King

Por mais que os anos passem, existem motos que irão manter a sua presença estética, sem muitas alterações. A Harley-Davidson Road King é uma delas, que tem camufladas as melhorias técnicas necessárias dos novos tempos. Mas no fundo tem a mesma filosofia de sempre, já que aqui, a idade ainda é um posto.

Honda NC750X DCT/Integra

A famosa utilitária da Honda recebeu este ano na sua versão X um estilo mais aventureiro e uma série de melhorias que a tornam numa moto mais moderna e apetecível. Fomos conhecê-la na versão DCT – sistema que foi também melhorado – e no mesmo dia rodámos igualmente com a Integra, a “scooter-moto” que foi também revista para este ano. Motos versáteis e que se adaptam que nem uma luva, em especial, aos que dão os primeiros passos nas duas rodas.

Suzuki GSR 750 Z

A versão mais recente do modelo mantém intacta a nobreza, efetividade e bom rendimento que torna esta moto num produto sólido, fiável e funcional desde o seu lançamento em 2011. Esta variante ‘sport’ com a decoração de corrida das desportivas da marca é essa fiel amiga em quem confiar.