Scrambler Ducati Sixty2

Scrambler Ducati Sixty2

Jovem e alegre

O último membro da família Scrambler, a Sixty2, é uma moto pensada e desenhada para condutores com a carta A2, perfeita para uma iniciação ao mundo das duas rodas. O seu objetivo é claro: converter-se como a sua irmã maior (de 803 cc) numa campeã de vendas, e qualidades não lhe faltam.

POR Eduardo Caro • Fotos Ducati

Tendo como base o êxito alcançado com a 800 cc, a Ducati apostou no conceito original do ano de 1962 (daqui vem a denominação Sixty2), para fazer uma moto ágil, nada enfadonha, prática e muito fácil de conduzir. Por isso, adapta-se realmente aos jovens que ainda têm a carta A2 novinha em folha, ou simplesmente aos que não pretendem ter uma moto grande, pesada e potente. Com esta terão um produto de primeiro nível, para desfrutar, com linhas bem joviais e muito espírito.

Novo motor

Vem equipada com um novo motor bicilíndrico “desmodue”, refrigerado por ar e de duas válvulas, do qual aproveitaram os seus cárteres e estrutura para extraírem 399 cc com quase todo o interior redesenhado. Os êmbolos são de 72 mm de diâmetro e o curso é de apenas 49 mm (88 x 66 mm na 803 cc). É alimentado por um sistema de injeção eletrónica de apenas um corpo de acelerador de 50 mm, e declara 41 cv de potência, para um binário de 34,3Nm às 7750 rpm. É um motor robusto, dinâmico, alegre e nada molengão, que casa muito bem com o espírito desta nova Scrambler.

Em comparação com o resto da família, a pequena Sixty2 apresenta alterações no depósito de combustível de aço, mais pequeno, e também vem equipada com um novo guarda-lamas dianteiro, forquilha Showa de 41 mm, braço-oscilante fabricado também em aço, pneu posterior de 160 e uma ponteira de escape negra de menor tamanho. Semelhante às restantes Scrambler temos uma ótica de tecnologia 100% LED, e uma instrumentação totalmente digital localizada na zona direita do guiador. O quadro composto por tubos de aço mantém-se invariavelmente, com pequenas diferenças para facilitar a mecânica. O travão dianteiro é composto por um disco de 320 mm, com pinça Brembo de dois êmbolos, embora convencional.

as3y4620__ok

Aspeto clássico

No nosso pequeno contacto realizado nas reviradas estradas perto de Barcelona, pudemos apreciar em primeira mão como os engenheiros da Ducati conseguiram transmitir esse espírito jovem a uma moto inspirada na década de ’60. É muito mais ágil que a sua irmã maior, algo lógico devido ao seu menor peso e diferentes rodas; e é uma moto que anda muito bem, embora seja necessário usarmos as rotações mais elevadas (recordamos que são apenas 400 cc). Apesar dos seus pneus mistos, inspira sempre muita confiança e, ao longo deste contacto, pudemos espremê-la a fundo num pequeno troço que a polícia local teve a generosidade de cortar para nós durante alguns minutos. Aí pudemos comprovar que, com confiança e alguma habilidade pode-se andar bem depressa com esta pequena Sixty2, uma Scrambler muito ligeira que fará as delícias dos novos motociclistas que apreciam um look clássico e vintage.

Artigos relacionados

Yamaha XSR 900

O objetivo da Yamaha era bem aliciante: pegar na sua irreverente MT-09 e criar mais um modelo cheio de estilo e com excelente dinâmica dentro do seu segmento Sport Heritage. O que dizer mais? Que o desafio foi perfeitamente alcançado!

Honda CRF 1000L Africa Twin

Ano após ano, os muitos admiradores da XRV 750 foram ficando algo dececionados com a não aparição de um novo modelo na marca que substituísse verdadeiramente a Africa Twin. Passaram 13 anos e a nova moto é tão bela quanto a ‘antiga’ mas com as evoluções tecnológicas que mais de uma década trazem. Não é cara e o comportamento dinâmico é o de uma verdadeira trail!

Suzuki GSR 750 Z

A versão mais recente do modelo mantém intacta a nobreza, efetividade e bom rendimento que torna esta moto num produto sólido, fiável e funcional desde o seu lançamento em 2011. Esta variante ‘sport’ com a decoração de corrida das desportivas da marca é essa fiel amiga em quem confiar.